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sábado, 10 de julho de 2010

Espontaneidade entre placas


Outra realidade
No meio da nossa cidade
- Posso ver -
Castelos Negros erguem-se por detrás dos morros:
Fantasiosa escuridão que assombra nossos dias

Pipoca com bacon

Artistas hoje são artistas porque eles se disseram assim
- Nada mais é intrínseco ou ideológico;
Cadê a espontaneidade? O amor?
É sempre a mesma correria & um mundo à parte
Mas devo contradizer: tal aberração inexiste
por Santiago Muniz

sábado, 19 de junho de 2010

Alvorada Ludović

Eis que a morte assolou esta casa
O frio que senti aquela noite era a tua presença
Tudo já estava capitulado mesmo que pensássemos o oposto

Seu olhar acanhado dizia ter medo
Mas medo não senti
Sentia apenas a força da vida
que a cada segundo se extinguia

Foi um dia de Sol
Alvorada Ludović
que em pouco nos ensinou
com seus latidos e companhia

Sua força se foi
Ao mesmo tempo que germinaram nossas sementes
É... a vida continua...
Contínua como o Sol de cada dia
que se ausenta para uns mas para vários a brinda
por Santiago Muniz
uma homenagem póstuma ao jovem cão Ludović

domingo, 13 de junho de 2010

"Are you the dust in the wind?"

Who told'ya we were meant to love or live forever?
Who told'ya we are here for a reason?
Who told'ya?!
Who taught'ya right and wrong?
Who taught'ya what to lie for?


Wasn't it confusing?
Didn't it terrified you 'till death?
Through days, weeks, months... and in some cases years
it scarred and scared you lost in loneliness
But nonetheless it was creeping good
So now you can feel like the real dust in the wind
by Santiago Muniz

quarta-feira, 9 de junho de 2010

Sisos


Não!
Não me refiro aos dentes

Dirijo-me àqueles sem expressão
Sem sorrisos
Homens e mulheres, ante qualquer situação

Enciclopédias e guias de instruções
tantas as palavras
que ninguém dá atenção

Mesmo com tanta pluralização
posso sentir-me individual
Posso invadir o sentimento flexor
de músculos, risos, beijos e abraços

Mostro os dentes que me restam
(pois a idade chegou)
com ou sem pudor
por Santiago Muniz

domingo, 16 de maio de 2010

"E o que meu verbo não foi capaz de dizer"

Eis que meu verbo
(Pré)tenso
não consegue linguajar

Sem ver saída
ou psicometria
capaz de mensurar

O vazio entalhado na garganta
preenchido com bolhas de ar
que entalam a cada inspiração

Forço a dor sofrendo essa pressão
Respiro... me inspiro
e escrevo tudo que quero saber

(apenas por saber ou entender eu, você, e...)

"E o que meu verbo não foi capaz de dizer"
por Santiago Muniz

segunda-feira, 10 de maio de 2010

- Intervalo -



Arregalo o olho
Impressionado com coisas que nunca quis,
Nunca vi, nem sonhei
Mas ei! tenho que tê-las

Em 12 vezes sem juros
Tudo se torna tão mágico
que "vai que um dia eu preciso..."

Arrepio em compulsão moderna
Desejo completar ansiedades
Que hei um dia ter

Ainda bem que são em geral 3 minutos
Outrora horas em galerias
Expondo vidas plásticas e
Robotizando recrutas para uma ideologia

E sem que se perceba eles implantam isso em sua vida,
Seja por uma propaganda ou por uma vacina
por Santiago Muniz

sábado, 1 de maio de 2010

Conflito Imediato

"O som do Gongo é o som do OM. Nos liberta das limitações e nos conecta com o todo, um espelho que nos mostra a profundidade e o infinito de nosso ser" Kundalini Yoga

De todas as cousas
a ousadia me incomoda mais
e extamente por isto
intriga e me faz voltar atrás

Como a volta de um
Sem a arrogância de segundos atrás
e Eu, com petulância
digo não estar incomodado

Pronto! Conflito Imediato
Ditongos que fazem hiato
e Cartas fora do baralho

por Santiago Muniz